Caros leitores,…

Caros leitores,
Encontro sérias dificuldades em encontrar algumas coisas que determinem a performance de uma carteira de investimentos. O que há, está escrito em inglês, o que dificulta um pouco a compreensão devido ao uso de inglês técnico. Seja como for, decidi escrever algo que tenho vindo a trabalhar e a desenvolver para que, no caso de haver alguém interessado, ter uma explicação resumida da coisa.

Muitos investidores baseiam, erroneamente, o seu sucesso apenas pelos retornos do investimento feito. Poucos consideram o risco que correm para cumprir com os objetivos. Desde os anos 60 que os investidores têm vindo a desenvolver métodos quantitativos de cálculo do risco com a variabilidade de retornos. Hoje temos 3 principais ferramentas para tal efeito para auxiliar os investidores a optar pela melhor carteira, tendo em conta o risco. Os rácios de TreynorSharpe, e Jensen combinam o risco e o desempenho em conjunto, sendo cada um diferente.

O rácio a escolher deverá ser aquele que avalie a carteira conforme as necessidades de cada investidor.

Mas antes do desenvolvimento de cada rácio, porquê a gestão do risco?

Há vários motivos. Há os riscos que são considerados típicos, como ser um requerimento do contrato, a expectativa do cliente que se faça (na relação cliente – investidor), para reduzir resultados não esperados, para cumprir objetivos e prazos, para minimizar custos, etc; Mas também há outros mais gerais como a maximização da utilização de recursos, segurança futura, libertação de recursos para serem usados noutros projetos, etc. Apesar de tudo isto, também tem cada vez mais surgido legislação que force as principais entidades ligadas a carteiras de investimento a controlarem o risco, como é o caso dos bancos com o Basileia.

Como facilmente se conclui, risco é um conceito multidimensional. Vários tipos diferentes de risco estão presentes nas operações diárias de uma instituição: risco de mercado, risco de crédito, risco operacional, risco legal, risco de regulamentação etc.

Medidas de avaliação do Risco

Na década de 50, Markowitz decompôs o risco em dois principais títulos: Risco diversificável (não sistemático) e Risco Diversificável (sistemático).

Uma vez que qualquer investidor pode formar uma carteira diversificada, o risco único se reduz à medida que se investe num maior número de ações. Isto porque alguns títulos podem estar em alta enquanto outros estão em baixa. Assim, para aquele investidor que diversificou a sua carteira, haverá um risco menor do que para um outro que concentrou todo o seu investimento em um único título. Esta diversificação da carteira não implica a quantidade de títulos. Se, em centenas de títulos, existirem uns quantos com riscos elevados, não se torna tão vantajoso como investir em poucos títulos, com riscos controláveis.

O Modelo CAPM (visão de Sharpe)

                Visto que o modelo de Markowitz se torna de difícil aplicação prática, William Sharpe e outros autores desenvolveram o Modelo CAPM a partir de uma metodologia simplificada: Em vez de se rentabilizar cada título, um a um (como Markowitz idealizou), correlaciona-se a rentabilidade de cada título com a evolução da rentabilidade de um índice que represente o mercado como um todo.

O modelo de precificação de ativos (CAPM), desenvolvido por Sharpe, estabelece que, em equilíbrio, o prêmio de risco ou retorno esperado de uma ação varia linearmente com o risco de um investimento nesta ação, medido pelo seu Beta, e que todos os investimentos se encontram na linha de mercado (SML – security market line), chegando à seguinte fórmula:
Chegando-se a seguinte equação:

 (Rp – Rf) = α + β (Rm – Rf) + γ (Rm – Rf)2 + ε

onde, (Rp) é a rendibilidade esperada da carteira ou título, (Rf) é a taxa de juro isenta de risco, (α) representa a capacidade de seleção de ativos cuja rentabilidade proporcional ao risco é superior ao mercado e (γ) a capacidade de market timming, ou seja, capacidade de acertar se o mercado vai subir ou descer, conforme veremos mais à frente.

Então os índices:

1 – Índice de Treynor

É o indicador mais apropriado para medir o desempenho de um investimento em que, esse investimento, foi espalhado em diversas carteiras, uma vez que uma maior diversificação do investimento reduz o risco diversificável.

(Rp – Rf)/ βpm

em que βpm representa o risco da nossa carteira.

2 – Índice de Sharpe

Por utilizar o risco total, ou seja, o desvio padrão das rentabilidades, o índice de Sharpe é uma medida de avaliação adequada para aqueles investimentos que, por exemplo, tenham imóveis na sua carteira, tenham os seus investimentos concentrados em determinada classe de ativos ou sob uma única administração, quer seja interna ou externa. 

IS = (Rp – Rf)/ σp

em que σp traduz os desvios que a nossa carteira pode sofrer

3 – Índice de Jensen

A medida Jensen calcula o excesso de retorno de uma carteira que gera sobre o retorno esperado. Esta medida é também conhecido como alfa. O índex Jensen mede quanto da taxa de retorno da carteira é aplicável à capacidade do gestor para entregar retornos acima da média, ajustados ao risco de mercado.

α = Rp – βpm X (Rm)

 

Bom, continuação de boa noite e boa Páscoa. Espero que seja útil a alguém!

PS: Os índices estão muito resumidos. Aconselho a procura em inglês pelo tema. Encontra-se muita boa coisa. 

Futuro, esperanças e “se’s”

Boa noite,

Um tema estranho, na mente de muitos jovens, que supostamente têm muitas expectativas e muitas esperanças. Também as tenho, mas começam sempre em “se” ou “talvez”.

E se tudo “arrebenta”? E se tudo não corre como planeado? E se, depois de anos de estudo a fio (uns poucos que faltam ainda), chego ao fim e acabo no mesmo caminho que os outros recém-licenciados…? Se chego ao fim, e tudo não valeu apena?

Várias perguntas que me rondam a cabeça e que me auto-questiono. Critico com alguma frequência quem deixa os estudos pelo 12º com desculpas altamente idiotas, como “não tenho cabeça” ou “não tenho paciência” e depois não consegue arranjar emprego. Devido à formação das mesmas, as respostas passam por “nem tu a estudares vais conseguir arranjar” ou “estudar não vale a pena”. 

Embora me continue a soar altamente idiota um pensamento assim, e se eles têm razão, não a dizer que não vale a pena, mas sim que não arranjarei emprego, por muito bom que seja, por alta média que tenha e por todos factores mais a meu favor?

Um desabafo/perguntas, que gostava de ver respondidas, já que o meu cérebro começa a ser demasiado negativo quando “encalha”. 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes as insolvências resultam de maus investimentos, maus financiamentos externos, má escolha dos homens/mulheres para trabalhar, falta de controlo, não são criados índices de produtividade, não são feitas metas a curto prazo, não procuram manter a empresa saudável, a única preocupação das empresas é “vender”, ignorando todos os potenciais prejuízos e investimentos que outros concorrentes podem realizar e que impacto isso terá no segmento de mercado deles, e muitos, muitos outros problemas que continuam a acontecer nas administrações das nossas organizações.

 

Pessoalmente, acho que ambos temas estão interligados. Quem pretende aldrabar as contas para fugir ao estado, abre brechas e foge do objectivo principal – culpa da gestão.
O estado cobra impostos, mas duvido que se os gestores assumirem uma postura coerente, realista, aplicado e a tomar todo o tipo de percalços antes de tomar uma decisão, que vá à falência com 1 ano de actividade.

Obrigado pela leitura,
G. Silva 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes as insolvências resultam de maus investimentos, maus financiamentos externos, má escolha dos homens/mulheres para trabalhar, falta de controlo, não são criados índices de produtividade, não são feitas metas a curto prazo, não procuram manter a empresa saudável, a única preocupação das empresas é “vender”, ignorando todos os potenciais prejuízos e investimentos que outros concorrentes podem realizar e que impacto isso terá no segmento de mercado deles, e muitos, muitos outros problemas que continuam a acontecer nas administrações das nossas organizações.

 

Pessoalmente, acho que ambos temas estão interligados. Quem pretende aldrabar as contas para fugir ao estado, abre brechas e foge do objectivo principal – culpa da gestão.
O estado cobra impostos, mas duvido que se os gestores assumirem uma postura coerente, realista, aplicado e a tomar todo o tipo de percalços antes de tomar uma decisão, que vá à falência com 1 ano de actividade.

Obrigado pela leitura,
G. Silva 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes as insolvências resultam de maus investimentos, maus financiamentos externos, má escolha dos homens/mulheres para trabalhar, falta de controlo, não são criados índices de produtividade, não são feitas metas a curto prazo, não procuram manter a empresa saudável, a única preocupação das empresas é “vender”, ignorando todos os potenciais prejuízos e investimentos que outros concorrentes podem realizar e que impacto isso terá no segmento de mercado deles, e muitos, muitos outros problemas que continuam a acontecer nas administrações das nossas organizações.

 

Pessoalmente, acho que ambos temas estão interligados. Quem pretende aldrabar as contas para fugir ao estado, abre brechas e foge do objectivo principal – culpa da gestão.
O estado cobra impostos, mas duvido que se os gestores assumirem uma postura coerente, realista, aplicado e a tomar todo o tipo de pre 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes as insolvências resultam de maus investimentos, maus financiamentos externos, má escolha dos homens/mulheres para trabalhar, falta de controlo, não são criados índices de produtividade, não são feitas metas a curto prazo, não procuram manter a empresa saudável, a única preocupação das empresas é “vender”, ignorando todos os potenciais prejuízos e investimentos que outros concorrentes podem realizar e que impacto isso terá no segmento de mercado deles, e muitos, muitos outros problemas que continuam a acontecer nas administrações das nossas organizações.

 

Pessoalmente, acho que ambos temas estão interligados. Quem pretende aldrabar as contas para fugir ao estado, abre brechas e foge do objectivo principal – culpa da gestão.
O estado cobra impostos 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes as insolvências resultam de maus investimentos, maus financiamentos externos, má escolha dos homens/mulheres para trabalhar, falta de controlo, não são criados índices de produtividade, não são feitas metas a curto prazo, não procuram manter a empresa saudável, a única preocupação das empresas é “vender”, ignorando todos os potenciais prejuízos e investimentos que outros concorrentes podem realizar e que impacto isso terá no segmento de mercado deles, e muitos, muitos outros 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só a falta de uma cronologia do dinheiro, ou de maus cálculos. Na minha perspectiva, os administradores, muitas vezes, culpabilizam o trabalhador por elevados custos. Não calculam desvios, não aplicam conceitos básicos e simples de contabilidade analítica e, para atenuar os custos, despedem meia-dúzia de trabalhadores e “tá feito”. Isto não implica que alguns trabalhadores sejam incompetentes!

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.

Para além destes dois factores que considero de maior importância, claro que há muitos outros. Por vezes 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem ou não gostam de falar dele.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para além de todas as funções de um tesoureiro, ele acaba por ter que fazer o mesmo, mas para todas as secções. Dinheiro para o aprovisionamento, para novos investimentos, gerir os investimentos… Tudo e mais alguma coisa que possam imaginar. Esta função (financeira) está cada vez com mais relevo e mais importância. Cada vez mais é necessário um cumprimento enorme de prazos, não pode faltar dinheiro dentro da empresa, não pode haver um erro! Há um erro e vai tudo “pelo cano abaixo”. Dói, mas é verdade. Por mais que se tente contornar, um mau investimento será sempre uma perda grande de dinheiro. Por mais que se tente contornar, se a empresa começar a fugir aos prazos que deveria pagar ao consumidor, por muito fluxo de caixa que tenha, ela irá ganhar má fama perante potenciais clientes/fornecedores. Isto é um exemplo muito breve da importância, sobretudo neste contexto grave de crise, da função financeira. Quantas empresas, das médias e grandes, calculam tudo bem e cumprem os planos pontualmente? Basta vermos o exemplo da construção civil! É sempre uma desgraça a nível de prazos! Não me dirijo para todas, mas sabemos bem que é verdade.
Mas a má gestão não envolve só  

Outro factor que considero relevante e que o entendo como “entranhado” no espírito português, é a vontade de aldrabar e viver para aldrabar (nº2). Sem querer por em causa o segredo profissional que a profissão requer, posso garantir que por volta de 60% das empresas nacionais (médias e grandes empresas, novamente) tem mil e um esquemas para fugir aos impostos, pagar menos impostos, etc etc. Chega ao cúmulo de darem insolvência porque começa a ser mais conv€ni€nt€! Para além disso, os sistemas de contabilidade destas empresas? Uma desgraça. Confusão, erros atrás de erros e facilmente percebe-se a intenção “final” dos sócios.
 

A causa da falência das empresas

Caros leitores,
 

Já não publicava um artigo qualquer no wordpress à imenso tempo.
Desta vez venho abordar um assunto caricato e que muitos gestores não admitem.

A causa da falência das empresas
Obviamente , não irei aprofundar a temática. O tema em si dá para uma tese de mestrado! Esse não é objectivo, é um ponto de vista sobre o assunto.

Hoje em dia, muitos administradores apontam as culpas sobretudo para o estado. Que aumenta muitos impostos, que isto e aquilo. Será? A verdade é que também não possuo nenhum estudo (a tal tese) que comprove qualquer teoria que seja. Mas também, para ser honesto, não me parece que seja o estado o culpabilizado.
Não que seja a favor de impostos e dos cortes que temos vindo a sofrer ao longo da crise económica, apenas acho que há uma má gestão absurda das empresas (nº1). Também não culpo a formação das pessoas porque isso ainda acabaria por ir muito longe. Mas, antes de continuar, não esquecer que me “atiro”, sobretudo, para as médias e grandes empresas. Neste sector, é muito, mas mesmo muito comum haver roturas na tesouraria. Aqui, supondo que o órgão de gestão estaria altamente divido, culparia-se o(a) tesoureiro(a). Como não é possível, financeiramente, ter um órgão de gestão tão dividido e os gestores são obrigados a desempenhar todas (ou quase todas) as tarefas de um gestor, culpo aqui a gestão. Hoje então digo-vos que o antigo significado de tesoureiro sofreu mutações. O tesoureiro, era o indivíduo que recebia dinheiro e pagava as contas necessárias, procurando manter na mesma dinheiro dentro da empresa e procurando manter coerência entre o que sai e o que entra. Inclusive, deve procurar manter o dinheiro para pagar a fornecedores e receber dos clientes para pagar aos primeiros.
E então hoje, como é que é o cargo? Qual foi a mutação? 
Hoje, para al 

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